
As
condições físicas individuais influem
bastante no estudo sendo um fator importante
para o seu desempenho. Estudos comprovam que a
capacidade de absorção de informações e a
sua memorização podem variar sensivelmente
em decorrência das condições físicas em
que se encontra um indivíduo.
Como Funciona a Memória?
Possuímos
duas memórias: a memória de curto prazo e a
memória de longo prazo. A memória de curto
prazo é aquela que utilizamos para tarefas
corriqueiras do dia-a-dia e logo em seguida são
esquecidas. Exemplo disso são os números de
telefone, que vão para o espaço assim que
você acaba de discá-los. Para que você
possa acionar um dado uma ou duas semanas
depois de tê-lo captado, é preciso convertê-lo
em memória de longo prazo. Esse trabalho fica
a cargo do hipocampo.
Assim
que as cenas, os sons, os cheiros etc. são
integrados aos circuitos do cérebro, o
hipocampo descansa e entra em cena o lobo
frontal, estrutura responsável pelo processo
de recordação. É ele que traz à tona todas
as informações que foram devidamente
estocadas. No lobo frontal, que é tão
complexo quanto frágil, a memória de curto
prazo e a de longo prazo se completam para
formar aquilo que chamamos de raciocínio.
A
Falta de Memória
A
falta de memória pode ser causada pelo estado
de fadiga por conseqüência do excesso de
informações e também pela depressão, pela
ansiedade e pelo estresse. Uma pessoa com tendência
ao baixo-astral, por exemplo, acaba se
preocupando mais com o que a está aborrecendo
do que com os outros aspectos da vida. Um
ansioso tem muita dificuldade para se deter
por muito tempo no mesmo assunto. O estresse,
além de atrapalhar a concentração, pode
interferir de outras maneiras. Suspeita-se que
ele encolha o hipocampo e libere hormônios
que danificam as moléculas transportadoras de
energia, deixando o cérebro sem força
suficiente para operar.
Alimentação e Atividades Físicas
A
prática de exercícios físicos aeróbicos
(levantar pesos, ou outra atividade anaeróbica, não
ajuda em nada) é um dos meios mais
garantidos de manter uma boa memória. “Eles
ativam a circulação do sangue, reduzem o
estresse e a ansiedade”.
Uma
dieta balanceada, com refeições na hora
certa, também contribui. Quem costuma estudar
logo cedo sem tomar o café da manhã, corre o
risco de ter uma memória menos ativa até a
hora do almoço.
O
Descanso
O
sono é um fator muito importante para o
aprendizado. Segundo o neurologista Robert
Stickgold, da Universidade de Harvard, os
dados acumulados durante o dia são
armazenados durante o repouso.
Durante
o período noturno de repouso, o conhecimento
adquirido no decorrer do dia é revisto pelo cérebro
e armazenado na forma de memória permanente.
Portanto, só aprende quem dorme bem. A boa
aula deve ter 6 horas de sono por dia, no mínimo.
Esse é um dos motivos pelos quais os recém-nascidos
dormem quase o dia inteiro _ eles têm muito
que aprender.
O
sono tem diferentes fases e é preciso que
elas se repitam várias vezes para que o
armazenamento de dados pelo cérebro seja
bem-feito. Assim, alguém que dorme 10 horas
tem sua habilidade de fixar informações
quase dobrada. Da mesma forma, acordar antes
de completar 6 horas pode fazer com que se
perca tudo o que estava sendo gravado e
aprendido até aquele momento.
O
Lazer
O
estudo incessante e desesperado pode
prejudicar o candidato. Continue a ter horas
de lazer. O candidato deve saber dosar o
estudo. De nada adianta estudar doze horas por
dia se a compreensão é mínima. Procure
estudar o máximo que puder, mas com proveito.
O tempo varia de pessoa para pessoa. A preparação
para concursos requer que você esteja em bom
estado emocional, repousado e no auge de suas
condições físicas e mentais.
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